quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Prefácio, ou making of ou algo assim

A Guilda dos Melancólicos foi um sonho decantado de momentos que a vida me trouxe. Os sonhos nunca são a expressão exata da vida. E no entanto simbolizam-na. Foi assim que senti e escrevi esta história.  Hoje passaram mais de dez anos sobre os factos que me inspiraram. Mudou tanta coisa.  As coisas já tinham começado a mudar quando finalmente concluí o romance em 2008. Mas agora as rugas estão ainda mais vincadas na idade das coisas e ao reler com a quase surpresa do esquecimento dei por mim a pensar nisso.

Foi por isso que decidi publicar o livro online. Como quem atira uma garrafa ao mar que quem sabe recupere quando se voltar a esquecer de novo. Um dia voltarei a recordar estes dias especiais. Por estes dias despeço-me provisoriamente das memórias.

Mas não sem antes fazer o que é devido e que está por fazer. Agradecer aos afectos que me inspiraram. A vida é engraçada. Calculei que teria pudor de revelar alguns nomes. E no entanto há pouco recebi uma mensagem da pessoa que mais inspirou a Ana. Podia-se aborrecer de que a romanceie como uma excêntrica, embora ambos saibamos que o é um pouco e embora saibamos que é muito mais do que isso e do que aquilo que a história conta. Mas não estava zangada. Enviava-me um sorriso e um beijo e dizia "Passaram dez anos, já viste?"

Não há mesmo motivos de rancor. É uma história doce mesmo na tragédia de algumas decepções profundamente humanas.

E é por isso que sou grato a todos os destinos que cruzaram o meu. O da Catarina e da Ana e da Elsa e da Melina. O Romão, o Lumbrales, o Pedro. A Aurora, a Inês. A minha família. E todos aqueles, as pessoas,    os tempos e espaços que às vezes em apontamentos subliminares quis transformar em conto.

Mas sobretudo dedico esta história à Bethânia. A Guilda dos Melancólicos somos nós, querida!

:o)

Até sempre


1 comentário:

  1. Olá. Tudo blz? Estive aqui dando uma olhada. }Interessante. Apareça por la. Abraços.

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